21.3.07

Arte e violência

Se o videogame é mesmo um meio de comunicação e um elemento de cultura, por que poucos assuntos relevantes aparecem na forma de games? Onde estão os games sobre assuntos sérios como, por exemplo, o Holocausto nazista?

Claro que existem dezenas de jogos sobre a Segunda Guerra, mas estes têm foco apenas na violência: são na grande maioria FPSs onde o jogador é sempre um soldado lutando no campo de batalha.

Não que exista algo errado com jogos assim, eu mesmo sou um fã das séries Call of Duty e Medal of Honor, mas por que o protagonista sempre deve ter uma arma? Por que não existe um personagem de videogames como o impotente Wladyslaw Szpilman no filme O Pianista: um artista tentando sobreviver em um mundo que de repente virou de pernas pro ar? Ou como Guido Orefice em A Vida é Bela, um pai de família que é obrigado a colocar seu próprio sofrimento de lado para proteger o filho dos horrores da guerra?

Foto: Guy Ferrandis, 2002

Há dezenas de outros assuntos que envolvem um cenário de guerra, não somente a parte onde os soldados atiram uns nos outros. Todos os outros meios de comunicação já perceberam isso, apenas os videogames insistem em nos trazer somente o lado violento (o que só favorece discursos conservadores como os do maluquinho Jack Thompson).

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4 Comentários

At 21/03/2007 14:17, Blogger Verbal disse aqui no GameReporter.org...

Ainda bem que não existe um game com o chato Guido de A Vida é Bela.

 
At 21/03/2007 19:40, Blogger Lucas Haeser disse aqui no GameReporter.org...

Verbal, gostaria que você desenvolvesse seu argumento.
Por que ainda bem?
Abs.

 
At 22/03/2007 17:23, Blogger Leonardo Zimbres disse aqui no GameReporter.org...

Talvez pelo... pelo robocop, terminator, a industria tenha se consagrado neste tipo de coisa. O cara que inventou o primeiro jogo com tiles com certeza era maluco. E mais louco ainda, quem inventou o xadrez. São pingos de genialidade que existiram, que com o passar do tempo se tornaram doutrinas, e sei lá, ficou nessa.

Outro ponto interessante é a fantasia. Eu me pergunto quantas pessoas no japão ten um cabelo igual ao dos animes, sem antes ter visto um. (Tipo aqueles cabelos grandes, sabe?)

 
At 25/03/2007 09:48, Blogger Leonardo Zimbres disse aqui no GameReporter.org...

Eu não sei se comentários antigos são ou não são lidos, mas o tetris, da reportagem mais acima, é uma analogia interessante das decisões sustentáveis que podem se fazer na vida real.

 

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